sexta-feira, 16 de maio de 2014

Eleições


As europeias

Aproximam-se a passos largos as próximas eleições europeias.

Parece-nos algo estranho onde as campanhas eleitorais já pouco dizem, seja por novidades não terem e por verdades não dizerem.

É mais um ritual de um regime que continua a dizer-se ser o melhor, é certo, mas que por instalado e acrítico, continua cada vez mais afastado da atenção e do carinho do povo eleitor.

Um dia eleitoral que para muitos talvez nem seja lembrado como tal, passando despercebido face aos seus problemas e afazeres do dia a dia, num país em que tudo parece ser feito ao contrário do que se anuncia.

De útil, estas próximas eleições talvez tenham algo para os candidatos que vierem a ser eleitos, em face dos diferentes rendimentos de que irão beneficiar, assim como pela experiência nova, para aqueles que o for, de fazer política fora do país, num círculo multifacetado, seja de culturas e vivências, seja de forma de encarar a economia do dia a dia.

Nesse círculo, onde chegam de todos os países integrantes da UE e de todos os quadrantes políticos, onde cada um é eleito pelo país e não pelo distrito ou concelho, certamente que será possível ver de outro modo a forma da evolução económica do país de origem e dos vizinhos, permitindo comparar diferentes perspectivas de encarar e de executar o desenvolvimento individual e coletivo.

Eleições estas que coincidem, estou certo disso, com um momento em que muitos portugueses que se deêm ao trabalho de ir votar o farão com um forte cruzamento de sentimentos perante esse acto de assinalar uma cruz num boletim de voto.

O único acto e momento, aliás, em que o tal povo soberano o é.

Uma soberania instantânea, algo que tão de repente chega e se vai, num abrir e fechar de olhos, para depois disso não ter volta a trás, arrependimento ou correcção.

Mas são as regras, as regras que o povo soberano tem de cumprir, porque nisto de votar ou não votar, não há promessas, não há contratos, não há compromissos, não há palavra. Há sim propaganda, folclore e nalguns casos intimidação.

Mas, se o povo é soberano, devia sê-lo no acto de votar e na competência para exigir um plano de governação e para fazer cumprir esse mesmo plano.

Não sei se será por aí que a democracia alguma vez queira evoluir, porque como está estará melhor para quem lá está.