sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um dia anunciado - 13 de Outubro


Seria assim tão difícil prever?
Ou preferiram os governantes deste país à beira mar deitado enganar a todos?

Será admissível aceitar que os governantes de um país, anos a fio, décadas seguidas, não saibam fazer contas de somar e subtrair?
Ou o populismo / benesse do poder fala sempre mais alto que o mínimo de racionalidade que se exige de quem governa?

Será aceitável acreditar ser possível saldar as contas de qualquer entidade, família ou empresa, se os proveitos forem continuadamente menos que os encargos?

Porque se fazem obras milionárias / elefantes brancos sem se poder pagar?

Porque se fazem parcerias para execução de obras sem fixar um valor final a pagar, levando depois ao pagamento do custo dessas obras várias vezes utilizando o dinheiro dos impostos pagos por todos?

Porque hão-de dirigentes públicos continuar a ter regalias além dos ordenados que ultrapassam várias vezes o montante dos ordenados?

Porque não há responsabilização pessoal pelos actos de governação que permitiram conduzir o país a esta situação de excessivo endividamento a pontos da produção ser insuficiente para pagar os encargos da dívida?

Triste dia este em que parece que a realidade se tornou absolutamente palpável face aos desvarios de uma sucessiva governação despesista onde o que contava não era o que se produzia mas sim o que se gastava.

A Europa, sabemos, a dada altura transformou-se no remédio de todos os males do país, fazendo-nos alguém acreditar que não era preciso produzir para ter mais rendimento.
Bastaria deixar de trabalhar, deixar de produzir que os rendimentos viriam.
Chegou-se ao ponto de obrigar ao pagamento de multas por parte de quem produzisse mais do lhe era permitido!
Recordam-se, certamente.

Porque foram os nossos governantes no canto dessa sereia?
Certamente porque o que todos nós quisemos também foi ter dinheiro fácil.

Agora pedem-nos que trabalhemos mais. Que aumentemos a produção.
Tarde. Certamente muito tarde.

Parece que não temos emenda. Já não foi a primeira vez que este tipo de problemas mudou a história do nosso país.

Hoje, com uma população mais alfabetizada, mais conhecedora da realidade mundial, restar-nos-á saber pôr mãos à obra de reconstrução que se impõe, porque não valerá a pena continuar a querer viver subsidio - dependente, seja de quem quer que for.
Pois, salvo raras excepções, os subsídios não duram para sempre.